05 maio 2008

Há datas assim















Os brancos acinzentados começam a aparecer com mais regularidade, agora após os 50. Os 10 anos foram comemorados cheios de cores distribuídas por um predominante fundo de verdes. Verdes de infâncias, de esperança, de verduras! Poucas pessoas, muito pouca família mesmo da outra cor. Alguns amigos da aniversariante, mas poucos. Comparado com festas de há 15 anos tudo é diferente, incluindo o próprio espaço!

Os tons são outros.

O negro continua, onze anos de escuridão sem respostas.
Porquê? Porquê a renuncia a tão belo arco-íris onde o Sol radiava todos os dias.
Porquê?
Há que continuar!
Continuar à espera do azul do céu, do calor do Sol, da Luz da Lua.
Por vezes necessito de ser iluminado, outras nem por isso, prefiro fechar-me em mim, ficar sozinho comigo mesmo e não pensar em nada! Dormir, sim dormir. Desligar tudo e deixar correr o tempo e não sonhar, nem mesmo a cores! Numa melhor hipótese, entreter a mente com algo que me leve para longe, para longe de tudo.
Na TV falava-se de fome! Dos tempos que ai vêem.
Os tempos estão difíceis e os sonhos cada vez mais difíceis de concretização. Um minuto de cada vez e quando juntos, que os minutos sejam horas de paletes coloridas e sons de silêncios desejados.
Há dias que mesmo cheios de cores são maus, mesmo que os tons sejam radiantes, interiormente eles são negros.
O branco total, a paz, essa aparecerá no dia da eternidade.

NADA É IGUAL…

A frase que a Lua me obsequiou, numa noite em que mais nada me apetecia fazer, fechado em mim também eu teria tanto para dizer do tanto que afinal já disse.

Hoje, os balões meio vazios, estado idêntico ao que sinto, de uma vida vazia.

Como será daqui a mais 15 anos?

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Este é um blogue que foi criado para a nossa história que só nós entendemos como verdadeiros protagonistas. Uma novela também cheia de noites claras e dias escuros, uma novela real de duas pessoas que tiveram a sorte de se cruzarem na vida para tentarem tirar todo o colorido dela, mas mesmo assim existem escuras lacunas.

Por vezes quero o tempo só para mim, porque são minutos problemáticos, só meus! Não querendo partilhá-los mesmo com quem tanto AMO.

Sei que precisas de mim assim como eu de ti.

Sabes?


3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Sabes, há momentos irrepetíveis!Momentos únicos que deixam marcas para sempre. Sensações que, quando recordadas deixam um rasto de saudade e lágrimas, ou nos aquecem o coração ... mas são aquilo que são: irrepetíveis! Apenas guardados na nossa memória.
E depois há os outros momentos: igualmente irrepetíveis porque o que já passou, passou! mas que queremos e podemos recriar. Aqueles de carinho ou paixão. Aqueles de silêncio e cumplicidade. Por vezes quero o tempo só para mim: o teu, sabes, mas sei que não é, nem possível nem conveniente. Depressa te cansarias de mim e da minha presença constante. Comigo estás em todas as horas do dia mesmo que o duvides. Conto e regateio comigo mesma a hora de te telefonar, como que à espera que tu um dia, o faças primeiro.
Conto e regateio o tempo que falta para o momento do encontro, como se dele dependesse a minha felicidade. Não conto, antes ignoro o relógio enquanto estás comigo.
Por vezes queres o tempo só para ti, porque são minutos problemáticos. Eu compreendo. Como eu gostaria de te poder aconchegar num abraço silencioso nesses momentos, ou apenas deitar-me contigo em silêncio - a minha mão sobre a tua - e acompanhar-te sem me sentires, nessa viagem de perguntas sem resposta.
Porque às vezes há momentos irrepetiveis ...

maio 06, 2008  
Anonymous Anónimo said...

Sabes que preciso mais de ti do que aquilo que imaginas?
Sabes que o meu objectivo és tu e cada vez mais me parece inalcançável?
Sabes que tenho momentos que a tristeza é tanta que obscurece o amanhã?
Se tu apenas sentisses ...

julho 27, 2008  
Blogger Mafalda Oliveira said...

Passaram 8 anos....
fiquei sem palavras ao ler o texto.... a resposta...
espero que estejam juntos e a vida vos sorria...
desejo que seja esse o motivo da ausência...

agosto 01, 2016  

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